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Notícias da Semana: Euribor Sobe, Combustíveis Trocam de Posição
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Euribor Sobe, Combustíveis Trocam de Posição e Inflação Abranda

25 a 29 de agosto de 2026 · Leitura de ~5 minutos

Esta semana trouxe boas e más notícias para as carteiras portuguesas: enquanto a Euribor voltou a subir ligeiramente e os combustíveis vão inverter posições na próxima semana, a inflação surpreendeu pela positiva em julho — ainda que o núcleo continue a resistir. Eis o resumo do que mudou nas suas finanças.

Euribor a 6 Meses Volta a Subir

A Euribor a 6 meses — a taxa mais usada nos créditos habitação em Portugal — fixou-se em 2,746% a 28 de agosto, uma ligeira subida face aos valores registados no início do mês.

2,705%
Euribor 6M · 3 de agosto
2,746%
Euribor 6M · 28 de agosto

Não é uma disparada, mas confirma que a trajetória de descida das taxas abrandou nas últimas semanas. Para quem tem crédito à habitação a taxa variável, isto significa prestações praticamente estáveis nas próximas revisões, sem o alívio adicional que muitos esperavam.

Combustíveis: Gasolina Ultrapassa os 2€, Gasóleo Desce Abaixo

Segundo o Automóvel Clube de Portugal (ACP), gasolina e gasóleo vão trocar de posição na próxima semana (31 de agosto a 6 de setembro):

2,004€/L
Gasolina · +1,5 cêntimos
1,996€/L
Gasóleo · -7,5 cêntimos

É a primeira vez em semanas que o gasóleo fica mais barato que a gasolina — uma inversão que vale a pena ter em conta antes de encher o depósito, especialmente para quem tem flexibilidade para escolher o dia do abastecimento.

Depósitos a Prazo: Bankinter Lidera com Taxa até 5%

No mercado de poupança, o Bankinter destaca-se com uma TANB máxima de 5%, seguido pelo Banco BIG com 3,25%.

💡 Atenção: taxas deste nível costumam ser promocionais, limitadas a novos clientes, a um valor máximo de depósito ou a um prazo curto. Confirme sempre a Ficha de Informação Normalizada (FIN) antes de investir, e não compare apenas pela taxa anunciada em destaque.

Inflação Abranda para 3% em Julho, mas Núcleo Continua a Resistir

Os dados mais recentes do INE mostram a inflação homóloga a abrandar para 3% em julho, depois dos 3,2% de junho. As boas notícias vieram sobretudo da energia (que desacelerou de 9,1% para 8,7%) e dos alimentos não transformados (de 5,1% para 3,7%).

A nota de cautela: a inflação subjacente (núcleo), que exclui energia e alimentos frescos, acelerou para 2,6% — sinal de que serviços e bens industriais continuam a pressionar os preços no dia a dia, mesmo com o abrandamento geral.

O Que Isto Significa Para o Seu Bolso

Nenhuma destas notícias, isoladamente, muda drasticamente o seu orçamento — mas juntas, pintam um quadro de estabilidade cautelosa: taxas de crédito que já não descem tão depressa como se esperava, combustíveis que sobem numas frentes e descem noutras, e uma inflação que abranda no papel mas continua a fazer-se sentir nos serviços do dia a dia.

Continua a valer a pena rever o crédito habitação, comparar propostas de depósitos antes de decidir, e manter o orçamento atualizado com os preços reais — não com a média que sai nas notícias.

Volte para a semana que vem para saber o que mudou nas taxas, nos preços e no seu orçamento.